Quero muitas coisas para o novo ano. Quem não quer? Ser bem sucedido? Ser aceito? Ser próspero? Ser uma pessoa melhor? Ser saudável? Ser um melhor ouvinte? Ser uma pessoa respeitada?

Então é isso, para ser qualquer coisa é preciso querer. Então, no cérebro, há um mecanismo de comando, que é direcionado por nós. Quando não damos o rumo, ele se distrai e vai para onde imagina que nós queremos ir. Daí ocorrem os enganos.

E assim, olhamos para alguém que não nos parece merecedor de algo, enquanto você faz tudo certinho. A chave está nesse comando. Diga para o seu cérebro o que você quer, seja detalhista, faça uma descrição exata do que deseja e não desvie a mente do que deseja.

O segredo para o sucesso é acreditar. Na Bíblia diz: “Não te fatigues para enriquecer — Como o homem imagina no seu coração, assim ele é.” E que difícil esse exercício, não é? Geralmente, não confiamos em nós mesmos e estamos sempre em busca de aprovação alheia, de gurus, videntes e afins. Nada contra esse dom e essa busca. Mas, aqui proponho confiar, imaginar, ser o que se quer.

Faça o teste. Garanto que os resultados serão certeiros. Para isso, proponho um exercício. Se coloque na terceira pessoa, como se você fosse seu melhor amigo. O que você diria para um amigo cheio de dúvidas e anseios? Como você faria esse amigo acreditar nele diariamente? São essas palavras que você precisa utilizar para chegar ao ponto de acreditar no que é capaz de ser, mesmo com todas as circunstâncias parecendo contrárias.

Parece que vejo sua face, nesse instante, tentando captar essa mensagem e entender que é possível. Pois bem, não nascemos para sermos miseráveis, medrosos, acuados diante da vida. Permitimos tais erros e aí as crenças limitantes começam a aparecer e, com isso, nos acostumamos.

A escritora Marina Colasanti tem um texto que me marcou muito, quando li há muitos anos: Nesse texto, ela diz que a gente se acostuma, mas não devia. Compartilho aqui, hoje, para que sirva de inspiração para o seu, o meu, o nosso ano novo… que está na nossa frente nos convidando para entrar, apreciar, arriscar, inovar e ter coragem para ser feliz! Mentes à obra!!!

EU SEI, MAS NÃO DEVIA

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora, a tomar café correndo porque está atrasado.

A gente se acostuma a ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo na viagem, a comer sanduíches porque não tem tempo para almoçar.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais.

A gente se acostuma a lutar para ganhar dinheiro, a ganhar menos do que precisa e a pagar mais do que as coisas valem.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não a das janelas ao redor.

A gente se acostuma a não abrir de todo as cortinas, e a medida que se acostuma, esquece o sol, o ar, a amplidão.

A gente se acostuma à poluição, à luz artificial de ligeiro tremor, ao choque que os olhos levam com a luz natural.

A gente se acostuma às bactérias da água potável, à morte lenta dos rios, à contaminação da água do mar.

A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.

A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.

A gente se acostuma, eu sei, mas não devia.
Marina Colasanti

Carla Brandão
Comunicadora por opção. Jornalista por profissão. Especialista em desenvolvimento humano por vocação. Pensamentos transformadores, evolução e treinamento. Visão divertida sobre automotivação, administração do tempo, melhoria contínua e inovação. Life Coach e Palestrante com foco na transformação da vida em uma fonte de aprendizado e felicidade! Autora do livro #DoeCoragem – Manual Divertido de Viver o Agora.
email: carla@acommunica.com.br

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