Os ditos populares atravessam décadas e até séculos não é à toa. Traduzem pequenas grandes verdades que, de tão óbvias, passam sem ser percebidas em sua essência. A gente até repete isso como mantras às vezes, mas sem se dar conta do que eles realmente significam e o tanto de verdade que carregam. Devem ter sido criados por filósofos daqueles que nunca ninguém conheceu, que não são citados na enciclopédia nem estudados nos livros. Daqueles filósofos que sabem da vida única e somente porque viveram.

Um dos que eu mais gosto é o simples ‘quem procura acha’. Quer coisa mais óbvia? Tenho pensando muito nisso nesses tempos de redes sociais em que nós gastamos tanto tempo procurando problemas. E a gente acaba achando. Pense bem: quando tem uma polêmica rolando no Facebook, por exemplo, daquelas que nos deixam mal só de ler os comentários, por que é que a gente insiste em ficar olhando, descendo a tela só para saber o que está rolando? E muitas vezes, nós até nos metemos na confusão. Pra que? Pode parecer bobagem, mas não é não. Tem muita coisa que a gente vê ali que nos faz mal de verdade. Pra que procurar se o resultado é achar?

O que nós não vemos não existe para nós, não é mesmo? Pode parecer alienação, ingenuidade, mas é preciso lançar mão disso de vez em quando, na hora que nosso copo tá transbordando de problemas. Pra que procurar saber de alguma coisa que não podemos controlar e resolver ou que já aconteceu e não tem mais volta?

O que pode ser prevenido merece nosso tempo, energia e atenção, mas quando a crise já se instalou, o caldo já entornou, pra que procurar saber, escarafunchar, ficar se intrometendo naquilo que já foi? Acabamos achando mais problemas, desgaste, preocupação muitas vezes sem nenhum motivo que mereça nossa dor de cabeça.

Se quem procura acha, muito melhor é procurar amor, prosperidade, conhecimentos, música, alegria, paz. Muitas vezes, em vez de procurar soluções para os problemas, nós ficamos aumentando os problemas, esticando, colocando mais foco nele do que na busca de solução. Aliás, importante pensar também que todos os problemas têm solução. Se não tem solução é porque não são problemas, já passaram dessa fase e entraram na caixa dos passivos. E mexer em passivo também é perda de tempo.

Procuremos coisas boas que elas serão achadas!

Célia Rennó
Jornalista, autora de 4 títulos da coleção Ludo Ludens, da Editora do Brasil, e gosta de pensar, falar e escrever sobre o comportamento humano e suas idiossincrasias. Trabalha com Educomunicação há alguns anos e nunca se aquieta. Está sempre inventando um jeito de se comunicar!

 

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