Voltando para casa, ouço essa música no carro. Acabo nem ouvindo toda a letra, pois parei para pensar no que eu faria. Passou tanta coisa na cabeça. Acredito que você esteja, nesse momento fazendo o mesmo.

Em menos de cinco minutos, passei por vários sonhos, relembrei algumas histórias, respirei fundo e vi que não daria tempo de muitas coisas bem legais, por fim…se fosse o último dia, iria para casa mesmo, pois é lá que estão meus pedacinhos, meu mundo particular.

Mas, se é para provocar a reflexão, a música conseguiu. Não é que depois de anos, resolvi, em pleno sábado, fazer minha primeira aula de Hatha Yoga. Quando, no meio da aula, toda retorcida, lembrei porque estava lá, dei risada sozinha.

E aí a questão acaba sendo: por que não faço o que quero agora? A gente se sabota pra caramba. Inventa alguma desculpa, que eu chamo de muleta, algo em que nos apoiamos para garantir a quem queremos convencer de que há justificativas para o adiamento da felicidade.

O que complica é que geralmente queremos mesmo é nos convencer e montamos uma estratégia perfeita, cercada de detalhes. Algo indemovível.

Mas, Paulinho Moska é um baita compositor, disse na música: “andava pelado na chuva, corria no meio da rua, entrava de roupa no mar, trepava sem camisinha”.

E eu conto o que eu faria: revia algumas fotos, não dormiria. Faria minha Yoga, um gostoso picnic, pegava tudo o que eu vivo economizando e gastaria. Nessa hora, lembro do purê de batatas amassadas de minha avó paterna e do cozido português, da materna. Respiro fundo e organizo uma festança para os amados e amigos. Comemoraria…

E você, o que faria?

Isso ainda vai dar certo.

Carla Brandão
Comunicadora por opção. Jornalista por profissão. Especialista em desenvolvimento humano por vocação. Pensamentos transformadores, evolução e treinamento. Visão divertida sobre automotivação, administração do tempo, melhoria contínua e inovação. Palestrante com foco na transformação da vida em uma fonte de aprendizado e felicidade!
email: carla@acommunica.com.br

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