2020 é um ano marcado por grandes encontros planetários. O encontro de Júpiter e Plutão é um deles e se dará 3 vezes. A primeira conjunção acontece em 4/04. Júpiter ficará retrógrado em 15/05, encontrará novamente Plutão em 29/06. Retomará a rota direta em 13/09 para concluir esse encontro no final do ano, em 12/11.

O ciclo entre os 2 planetas se fecha a cada 12 ou 13 anos. Júpiter expande o poder transformador de Plutão. Tradicionalmente indica um período de reformas, desintoxicações, limpezas, resgates e recuperações que terminam por melhorar nossas vidas. Muitos astrólogos associam essa combinação à riqueza e à abundância.

Porém, temos que levar em consideração outro grande encontro que ocorreu em Janeiro, entre Saturno e Plutão (vejam detalhes sobre o encontro aqui). No ingresso do ano novo astrológico (20/03), Marte, Júpiter, Saturno e Plutão estavam juntos no último decanato de Capricórnio. E se por um lado Júpiter expande, Saturno retrai, traz as cobranças, as consequências, mostra-nos as responsabilidades necessárias e negligenciadas. Por isso toda a humanidade está sendo levada a mudanças profundas. Vivemos fatos históricos de repercussões gigantescas.

O último encontro entre Júpiter e Plutão ocorreu em 2007. Quando tivemos o lançamento do iPhone, da TV digital, lucros recordes na bolsa de valores do Brasil. O livro Harry Potter e as Relíquias da Morte também bateu recorde de vendas. Mas também foi o ano do acidente de avião no aeroporto de Congonhas, grandes incêndios na Grécia e na Califórnia, inundações de verão na Índia, Bangladesh e Nepal com milhões de desabrigados, por exemplo.

Mas o que nos acontece agora afeta a todos! O vírus é um inimigo invisível que desencadeia um processo de grande mutação coletiva, de desmoronamento civilizatório. O fim de uma velha realidade.

Plutão nos revela as sombras, que vêm à tona para serem purificadas. Quais as sombras que Júpiter está amplificando que não conseguimos ver ainda?

Seria o refreamento necessário e inevitável do consumo predatório, por exemplo? O desnudamento de manipulações, de líderes fanáticos e fascistas? A exploração econômica? O melhor e o pior de cada um mais evidente, mais exposto.

O último encontro em novembro nos auxiliará na contabilidade dos prejuízos, na retomada da economia e das finanças. Mas até lá o mundo não será o mesmo, nem cada um de nós.

Por mais que estejamos (pessoas e países) envolvidos com restrições, limitações e contenções, grandes oportunidades podem se apresentar para poucos. Alguns podem crescer enormemente.

Quem souber aproveitar essa energia pode plantar bases firmes para o sucesso. Júpiter segue em Capricórnio, um signo que fala de ambição, trabalho, empenho, perseverança. Mas a ambição deve vir junto com a responsabilidade e a consciência, caso contrário…

Termino repetindo a pergunta, para refletirmos: quais os temas ocultos que Júpiter está amplificando e que não conseguimos ver ainda? Tudo isso é potencializado pelo Sol em Escorpião no mês de novembro. As compreensões e os diagnósticos podem ser profundos e muito valiosos.

Marcelo Dalla
Formado em Comunicação pela ECA – USP. Estuda astrologia há 30 anos, atua profissionalmente como astrólogo no Brasil e em Portugal há 14 anos. Professor de Astrologia, especializado em Astrologia Cármica. Terapeuta Florais de Bach e Xamanismo, também é artista gráfico e criador de mandalas. Publicou em Portugal os livros MANDALAS MÁGICAS e MANDALAS SIGNOS DO ZODÍACO, ambos pela editora Verso de Kapa. Foi colunista do Jornal destak, do portal UOL. Agora escreve para o Astrolick, o portal IG e para o movimento Natural Vibe.
www.marcelodalla.com

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