Quinta passada abordei um tema que vive na mídia, a autoestima. Muito se fala, muito se tenta, mas o motivo pelo qual é tão difícil conseguir é que me instiga.

Provavelmente pelo fato de que a cobrança, os modelos impostos e a busca constante por boas performances fizeram as pessoas mudarem o referencial que codifica o assunto.

Em uma busca rápida na internet achei as seguintes definições:

Autoestima: “qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos”.

Vaidade: “qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória. Valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros”.

Então, eu queria entender as razões pelas quais pagamos cursos, lemos a respeito, focamos em um propósito, saímos de casa acreditando que tudo vai ser diferente, mas basta um contratempo e voltamos à estaca zero? O que falta então? FALTA DECISÃO.

Todo aprendizado, para se tornar enraizado e natural, tem que ser praticado por 21 dias seguidos. Toda tentativa se torna isso mesmo, uma tentativa e não um resultado.

Louise Hay já falava isso, anos atrás, no livro “aprendendo a gostar de si mesmo”. Temos que nos cuidar como fazemos com pessoas que amamos. Você, provavelmente, não assusta um amigo já apavorado. Se há uma dor em um ente querido, procura dar atenção e cuidado. E por que não fazemos isso, naturalmente, conosco?

Essa sabotagem é mesmo traiçoeira. Buscamos explicações, mas não tem. Se há esforço, há resultado. Se há prática, há resultado. Se há resultado, há conquista e estímulo para continuar a jornada.

Eu costumo dizer que não dá para comprar resultados efetivos. Podemos contratar psicólogos, coaches, comprar livros, participar de palestras, mas só temos autoestima quando nos valorizamos e isso vem da assimilação do aprendizado buscado, vem da nossa mente, do que pensamos.

Só digo uma coisa. Não é fácil chegar lá, é um esforço contínuo para não se deixar abater pelas dificuldades diárias. Mas, é tão bom quando conseguimos! A vida muda e a mente passa a ampliar horizontes, querendo sempre mais, mais paz, mais frutos de uma vida autossustentável.

Quinta que vem, o tema é resiliência.

Carla Brandão
Comunicadora por opção. Jornalista por profissão. Especialista em desenvolvimento humano por vocação. Pensamentos transformadores, evolução e treinamento. Visão divertida sobre automotivação, administração do tempo, melhoria contínua e inovação. Palestrante com foco na transformação da vida em uma fonte de aprendizado e felicidade!
email: carla@acommunica.com.br

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