Os primeiros lugares considerados sagrados foram montanhas, vulcões, rios, quedas d’água, matas, bosques, cavernas e lagos. Esses lugares eram objeto de adoração e cenário para cerimônias, oferendas, orações, sacrifícios e sepultamentos. Com os passar do tempo e o surgimento das civilizações, o homem começou a construir templos que eram dedicados aos seus deuses, heróis e antepassados. Muitos deles sobrevivem até hoje e são visitados pela espiritualidade que inspiram e pela importância cultural e histórica.

O AstroClick apresenta em série os lugares sagrados naturais ou erguidos pelo homem mais famosos e belos, espalhados pelos cinco continentes e que valem ser visitados. Relacionados ao Budismo, existem diversos templos, mosteiros e sítios espalhados pela Ásia. Alguns dos sítios sagrados que você vai conhecer agora também são venerados por outras religiões.

Lumbini, no Nepal, é o local de nascimento de Siddhartha Gautama, o príncipe do clã Shakya que mais tarde se tornaria no Buda. Na cidade existe um grande número de templos e mosteiros em representação das diversas tradições do budismo. O Templo Maya Devi é o mais sagrado e marca o local exato do nascimento de Buda.

Borobudur é o maior santuário budista do mundo, construído entre os séculos VIII e IX durante a Dinastia de Syailendra, na ilha de Java, Indonésia. Por volta do ano 1000, caiu no esquecimento, permanecendo esquecido até 1815. Projetado com três níveis, possui 72 estupas que guardam relíquias relacionadas a Buda e uma estupa central no topo, representa o caminho para a iluminação, onde cada nível seria um aspecto do Universo. Quanto mais alto o visitante subir, mais perto estará do nirvana.

Bodh Gaya, na Índia, é o local mais sagrado do budismo. O Templo Mahabodhi marca o local onde Siddhartha Gautama, teria criado a doutrina. O complexo preserva a figueira Bodhi, descendente daquela sob a qual Buda chegou à iluminação e a estátia do Grande Buda. A cidade é repleta de templos construídos pelas diversas escolas budistas e monges do mundo inteiro se encontram para elevar suas energias com leituras de mantras sagrados e meditação.

Kushinagar é outra cidade de peregrinação budista, localizada no  estado indiano de Uttar Pradesh, onde os budistas acreditam que Buda alcançou o Parinirvana após sua morte. Lá, os peregrinos meditam e rezam na Estupa Ramabhar, construída sobre as cinzas do Buda, no local onde ele foi cremado e no Templo do Parinirvana, onde há uma grande estátua do Buda deitado. Os seguidores do budismo desejam visitar este lugar pelo menos uma vez na vida.

Dharamshala, também na Índia, é um destino popular para turistas, peregrinos e estudiosos da cultura tibetana. O subúrbio McLeod Ganj é a residência oficial do Dalai Lama e abriga vários mosteiros budistas.

A estupa de Boudhanath, em Kathmandu, Nepal, também foi projetada com níveis que simbolizam a iluminação. O plano inferior representa a terra, a cúpula representa a água, a torre representa o fogo e a torre superior representa o ar. Os olhos oniscientes de Buda marcam a torre de cada lado. Boudhanath é um local de peregrinação popular para os budistas.

O Mosteiro de Taktsang, no Butão, conhecido também como “O Ninho do Tigre”, está localizado em um penhasco acima do Vale do Paro e foi construído em 1692, no local de uma caverna onde o Guru Rinpoche, conhecido como o “Segundo Buda”, meditou por “três anos, três meses e três horas”.

O Palácio Potala, castelo, mosteiro e residência dos Dalai Lamas, em Lhasa, capital do Tibete, não é mais habitado pelo líder espiritual do budismo tibetano, mas continua sagrado para seus seguidores e é destino de peregrinações e local de oração.

O Templo da Pedra Dourada, Kyaityio, em Myanmar, é o local onde uma corda feita com o cabelo de Buda mantém em equilíbrio um rochedo redondo na beira de um abismo. Coberto de folhas de ouro constantemente aplicadas pelos peregrinos, Kyaiktiyo é um símbolo de fé e um dos locais de culto mais sagrados em Myanmar. Já o Shwedagon Pagoda, em Yangon, é o primeiro centro religioso budista do país. Segundo a lenda, contem as relíquias de quatro antigos Budas e oito fios de cabelos do Buda Siddhartha Gautama.

O Templo do Cavalo Branco, construído no ano 68 d.C. na China, marca a chegada dos dois primeiros monges budistas ao país. Vindos da Índia, eles chegaram com escrituras budistas no dorso de dois cavalos brancos. O templo foi construído em homenagem aos monges e aos cavalos e é considerado o berço do budismo chinês.

Angkor Wat, no Camboja, conhecida como “A Cidade Templo”, cuja construção data do século XII, foi inspirada no mitológico Monte Meru, onde os hindus acreditam que os deuses vivem. Mede mais de 213 metros de altura, tem paredes cobertas por mais de 3 mil esculturas que representam figuras e eventos mitológicos e está ligado ao hinduísmo e ao budismo.

No fim desse primeiro passeio pelos lugares sagrados do mundo, chegamos ao arquipélago japonês. Percorrer a rota dos 88 Templos da ilha Shikoku é um dos eventos cerimoniais mais concorridos do Japão. Peregrinos vestidos de branco, portando bastões e com chapéus de palha cumprem a linda e exigente rota de 1200 quilômetros, passando por todos os templos budistas da ilha relacionados ao monge Kobo Daishi, o Kukai. Este monge budista, erudito, calígrafo, poeta, engenheiro e artista japonês, fundou a escola Shingon e teria inventado os kana, o silabário que, em combinação com os ideogramas chineses, é usado para escrever a língua japonesa.

Ronaldo Cooper
Nasceu em Porto Alegre, é jornalista, roteirista, fotógrafo e editor do blog VisualZine.
visualzine.blogspot.com.br

 

 

 

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