São locais que nos fazem mais fortes, são autênticos, cheios de vida e vigor, dando-nos mais força para nossas energias mais sutis.

“Não somos o que pensamos ser, somos o que pensamos”, disse Aleister Crowley, depois de seu encontro no México com xamãs da tradição pré-colombiana.

Nada influi mais na natureza de nossos pensamentos que a soma de vibrações do ambiente onde vivemos. Muitas vezes, muitos de nós estamos distantes de nós mesmos, em geral, desenvolvemos nossas vidas em ambientes que não nos pertencem e que não se sintonizam conosco.

É importante encontrarmos em nossa Caminhada como Peregrinos aqui na Terra, locais de poder, onde possamos sentir a Força do “Paraíso Terreno”.

As pirâmides são autênticos acumuladores de energia. Quem já esteve junto a uma pirâmide pode sentir uma experiência fantástica, onde as energias do céu e da terra parecem encontrar um ponto sutil de equilíbrio. Cada um destes momentos parece desprender uma vibração particular, que desperta determinadas energias psíquicas e modula distintos estados de animo, trazendo também plenitude e serenidade. As pirâmides são como alimentos da Mãe Terra.

Para encontrar os locais de poder, não é necessário visitar as pirâmides; basta estar atento às sensações que suscitam determinados locais, desde os mais antigos monastérios ou catedrais por vários paises. Normalmente são locais construídos em cima de um antigo templo, de Isis, por exemplo, ou em grutas naturais, onde os “pagãos” rendiam culto à Saturno, Deus das profundidades telúricas.

Precisamos visitar os locais com o coração atento, para que acostumemos a nos sintonizar com as mensagens secretas que estão inscritas nelas. Precisamos encontrar o fio de Ariadne que nos libere do labirinto e nos devolva o Paraíso.

Estamos tão distantes da natureza que perdemos o costume de escutá-la, de seguir os nossos olhos internos, nossa intuição. A Terra é um ser vivo que se alimenta principalmente desta magia, que é senti-la.

A consideração da Terra como um ser vivo não é coisa de hoje, nem exclusiva do momento do Planeta Gaia, nem da fase New Age, mas sim comum a muitas culturas antigas como a mesoamericana e a chinesa. As sutis relações entre esses dois campos energéticos, que são o homem e o seu entorno, se expressam magistralmente em determinados locais, que nos remetem a determinados estados de animo.

De acordo com esse conceito, a Terra é considerada um ser vivo em sua totalidade, também porque dispõem de um sistema nervoso relacionado com seu campo magnético, com os nódulos de concentração de energia semelhantes aos pontos de acupuntura do ser humano. Entre nódulo e nódulo, existe uma força sutil, mas perceptível pelos mais sensíveis, que os chineses chamavam de linhas de força do dragão ou também por yin e yang.

Os antigos entendiam que os locais de poder eram curativos, davam vigor, e geralmente é uma experiência particular. Locais especiais nos ajudam a que possamos reconstruir um momento de plenitude, onde nosso espírito se abre, sentindo abarcar o mundo.

Quando buscamos em nossa memória, recordamos de um local como esse? Onde houve o milagre de sermos imensamente felizes, sem motivo aparente?

Nosso coração, muitas vezes dormido, não percebe que podemos nos dar esse alento mágico.

Helena Gerenstadt
Historiadora E pesquisadora. Atua como Terapeuta Holística, com a Numerologia e o Tarô Egípcio. Publicou vários livros, como: Avalon e o Graal e outros Mistérios Arturianos, Cuidados Naturais para a Beleza e a Saúde, O Jogo Iniciático da Oca.

Email: gerenstadt@terra.com.br
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