Uma senhora bem falante e prática me disse, na última semana, em uma área de convivência de um centro espírita: “vejo pessoas aqui, há anos, perguntando o que fazer. Eu não, eu quero ser responsável pelos meus erros e acertos. Isso decido eu”.

Na aula de Hata Yoga, dessa semana, a super professora diz, enquanto eu estava procurando respirar, ser consciente do meu limite corporal, posicionando o abdômen e me equilibrando em uma posição difícil: “o seu guru é você”.

Agora, ainda me lembrei de um puxão de orelhas de meu otorrino, pouco tempo atrás, que educadamente me diz: “pois é, o ser humano é muito influenciável. Prefere acreditar no que um estranho fala do que em um médico.” Isso porque eu perguntei se não era melhor tomar um medicamento indicado por uma grande amiga que passou pelo mesmo que eu.

Pois é, isso não é um sinal, são verdadeiros outdoors dos nossos mentores.

A função de um mestre é ensinar, dizer o que vai acontecer em cada possível opção a ser escolhida e fortalecer a confiança do aprendiz. Cabe a ele, entender as limitações do ouvinte e explicar de forma que seja compreendido.

E a função de um aprendiz, qual é? Ouvir e fazer? Analisar e praticar? Replicar e melhorar? Só sei que acredito que deveríamos aprender a sermos seres humanos mais livres mentalmente desde a infância. Mas, ao invés disso, somos treinados para fazer sem pensar, apenas obedecer ou desobedecer. Seja por medo ou necessidade de atenção, a raiz é a mesma.

E agora, o caminho de volta é árduo. Delegamos tarefas, compramos possíveis soluções, ouvimos o outro e quando vemos, estamos todos elegendo um GURU para nossas vidas tão desgovernadas. E eu me incluo nesse rol.

Eu só tenho a agradecer esses anjos que passeiam pelas nossas estradas, para trazer recados importantes, na hora certa. Sim, busco melhorar, acredito em minhas potencialidades, silencio meu ego, pratico a respiração e, agora, decidi que não quero mais gurus. O meu guru sou eu.

E, como esse espaço semanal serve para uma reflexão, te proponho uma análise. Pega um papel e caneta. Escreva as decisões mais importantes de sua vida até o momento. Depois, marque aquelas que tomou por contra própria, com a vontade do fundo do seu coração. Veja o que sobra. Aposto que foram as decisões empurradas por racionalismos, uma suposta falta de escolha, opiniões alheias, momentos de estresse.

Fica aqui uma lição dada da forma como eu acredito: lógica, indicando os caminhos do autoconhecimento e da autorrealização. Lição oferecida e aprendida com o coração deixa de fora o EGO. Desta forma, fica fácil obedecer a uma só pessoa: A SI MESMO.

Carla Brandão
Comunicadora por opção. Jornalista por profissão. Especialista em desenvolvimento humano por vocação. Pensamentos transformadores, evolução e treinamento. Visão divertida sobre automotivação, administração do tempo, melhoria contínua e inovação. Palestrante com foco na transformação da vida em uma fonte de aprendizado e felicidade!
email: carla@acommunica.com.br

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA