Você já se sentiu grato, mas tão grato que não sabia como retribuir tamanha generosidade de outra pessoa?

Já ouvi muitas pessoas dizerem em tom solene que têm uma “dívida de gratidão” – pelos pais, por amigos, por um trabalho ou por um companheiro. Pode ser o amor que recebeu de alguém, um apoio emocional, um ombro amigo ou ainda uma ajuda financeira e até mesmo um incentivo para avançar na profissão.

Até viver isso na prática, eu não não tinha dado importância para essa expressão: “dívida de gratidão”. Quando passei por perrengues (quem nunca?), passei a me sentir em dívida pelo tanto de apoio, ajuda e amor que recebi. Como pagar tudo isso, minha gente?

Isso não tinha nada a ver como quem me ajudou, era mais um sentimento interior. Sem dúvida, naquela época, o merecimento foi um grande aprendizado para mim.

Sentir gratidão é maravilhoso! Expande a nossa aura, vivifica a nossa vibração e nos faz atrair mais motivos para agradecer! Tudo isso porque o Universo simplesmente ama gratidão.

Porém, a balança desequilibra quando nos sentimos devedores. O sentimento de dívida bloqueia a nossa prosperidade.

Você já sentiu isso? Vem a culpa, surge a cobrança interna e a vida fica estagnada.

Simplesmente não nos sentimos merecedores. Nós perdemos energia para aquela pessoa e não conseguimos crescer. Muito menos seguir a nossa vida!

Quando estava começando a refletir sobre esse tema, li a respeito das “leis do amor” da Constelação Familiar. A segunda delas fala justamente disto: é preciso equilíbrio entre o dar e o receber. Quando “recebemos demais”, há duas tendências: nos afastarmos daquelas pessoas que nos auxiliaram tanto, porque não conseguimos arcar com essa dívida, ou passamos a viver uma relação tóxica e doentia com elas.

Então, ficamos impotentes, dependentes, carentes e abandonados. Não conseguimos ter dinheiro, constituir nossa família ou avançar com os nossos projetos. Continuamos na infantilidade, apegados aos pais ou a alguém que vai nos “salvar”. Com isso, ficamos sem forças e de mãos amarradas.

Uma das lições que aprendi é que, quando estamos em “dívida” com alguém, mesmo que seja de gratidão, deixamos de ser nós. E quando isso acontece, não conseguimos crescer nem expressar a nossa verdade.

Se você fez isso no passado, perdoe-se. Você não sabia, apenas fez o melhor dentro das suas condições, da sua consciência naquele momento. Mas não carregue mais esse peso.

Você é muito amado pelo Universo. Você é digno de receber! Ressignifique esse relacionamento com muito amor e gratidão, mas sem vícios do passado!

Aproveite essa energia de mudança gerada pelos eclipses! Transforme as suas emoções e atitudes! Rompa com essa dependência afetiva. Liberte-se desse sentimento de dívida com sabedoria e harmonia.

Sentir gratidão, reconhecer a ajuda e valorizar a dedicação do outro durante um período em que não estava bem é maravilhoso! Mas não se coloque em dívida com ninguém, mesmo que seja de gratidão!

E se tudo o que você já fez para retribuir foi o suficiente para aquela pessoa?

E como seria se você devolvesse para o Universo de outras formas, auxiliando pessoas, instituições e causas que precisam?

E se você expandisse ainda mais, multiplicando toda a ajuda que já recebeu na vida?!

Seja grato, mas seja livre! Ame a si mesmo e tome as rédeas da sua vida!

Luana Paula de Aquino 
Jornalista e editora especializada em espiritualidade e autoconhecimento. Pesquisadora dos temas relacionados à Astrologia, Tarot e Terapias da Casa.
luana.aquino@gmail.com
Instagram: @luanapaquino

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