Quando a gente diz que está mandando boas energias para alguém, será que a gente acredita mesmo nisso? E como é que se manda energia? Se tivesse um botão pra apertar e se a energia fosse que nem mensagem no whatsApp, por exemplo, seria perfeito. Não restaria dúvida de que ela estaria sendo enviada. Mas as coisas não são assim, não é mesmo? Não se pode ver a energia, ela é transparente, invisível. É como o vento. Vemos a árvore balançar, sentimos quando ele nos despenteia, mas não podemos ver. Mas não vê-la não significa que ela não exista e que não possa ser enviada para qualquer canto, a qualquer distância e a qualquer tempo.

Os cientistas estão cada vez mais se debruçando sobre o algo mais que a energia significa. Estão transcendendo o estudo da matéria e nos trazendo boas notícias que confirmam que podemos sim enviar boas energias para as pessoas. Energias negativas também. E que isso faz transformações reais e não imaginárias.

Cada vez que leio sobre isso fico satisfeita porque sei que vai chegar o dia em que não restarão dúvidas, que as coisas estarão provadas e comprovadas. Mas mesmo antes disso e já prevendo as comprovações científicas, penso que devíamos nos dedicar um pouco por dia a transformar energia ruim em boa. É como uma alquimia, que derrete uma coisa e a transforma em outra. As emoções ruins, que certamente criam um campo magnético maléfico, podem ser transformadas em boas. No momento em que estamos sentindo, é possível reprogramar o pensamento e o sentimento para fazer a transformação.

No dia a dia, é uma questão de exercitar. Sentiu raiva, por exemplo, pare um minuto, respire fundo, imagine uma cena maravilhosa, agradável e prazerosa, agradeça por estar vivo, sorria – mesmo que sozinho no meio da rua e que alguém possa te achar meio doidão – e perceba se você conseguiu diluir ao menos um pouco da raiva e a transformou em algo melhor pra se sentir.

Isso pode valer para qualquer coisa: ciúme, inveja, ódio, ressentimento, pessimismo, desejo de vingança, tristeza… qualquer coisa que seja ruim de se sentir pode ser transformada sem muito esforço.

Além de transformar a nossa energia, podemos enviá-la para quem quisermos. Pode ser em forma de oração, de bons pensamentos, de imposição de mãos. A ciência também tem chegado a conclusões surpreendentes de que esse envio de energia promove curas. Não é conversa pra boi dormir, é coisa que está sendo estudada sob a luz da ciência.

Podemos criar algumas brincadeiras cheias de verdade para facilitar esse envio de boas energias. Eu, por exemplo, escolho sempre a figura dos anjos e os imagino cercando meus filhos de proteção. Naqueles momentos, estou emanando minhas energias maternais e carinhosas para os meninos. Sugiro que você escolha uma forma – com ou sem imagem, não importa – para enviar essas boas energias para quem você ama. A qualquer hora do dia, pare um minutinho, respire fundo e dê start a ela, com o destino que você desejar. E acredite de verdade: ah, vai!

Célia Rennó
Jornalista, autora de 4 títulos da coleção Ludo Ludens, da Editora do Brasil, e gosta de pensar, falar e escrever sobre o comportamento humano e suas idiossincrasias. Trabalha com Educomunicação há alguns anos e nunca se aquieta. Está sempre inventando um jeito de se comunicar!

 

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