Acredito piamente em anjos da guarda. Nunca vi um, nem senti seu toque ou perfume, mas sei que eles existem. As religiões tratam disso de forma diferente, mas tenho meu próprio modo de pensar sobre eles. Já tive algumas experiências não extraordinárias, mas bem interessantes, que me levam a crer nos anjos.

Às vezes, penso que eles são frutos de nossa imaginação e que, por nossa conta mesmo, nós nos protegemos dos perigos. Outras vezes penso que eles são os animais, que estão ao nosso lado pro que der e vier. Outras vezes penso que são nossos parentes e amigos que já se foram. Mas não adianta pensar muito, analisar, procurar respostas, porque nunca vamos achar. A gente acredita no que quer e pronto. Acredita e sente!

Aconselho você que está lendo este texto a experimentar uma comunicação angelical. Peça qualquer coisa, desde que o anjo consiga uma vaga pra estacionar até que ele te ajude numa conversa difícil, passando por te acordar em determinada hora sem despertador.

Acho que meus anjos devem me achar uma folgada e, lá de onde estão, devem pensar: – ah, vá aprender a fazer baliza em vez de me pedir uma vaga do tamanho de um quarteirão! Bem, mas mesmo que ele pense isso, sempre me atende. Quando não atende, eu consigo compreender que tinha algum motivo para meu crescimento: pra indicar que eu preciso aprender a fazer baliza, por exemplo.

Qual é a moral dessa história? Que a gente deve entender as coisas todas como tendo um propósito. Se não acha vaga pra estacionar, vai a pé ou de bike, é muito melhor pra saúde. Vai ver que é isso que você está precisando e seu anjo quer te mostrar. Se está sofrendo, comendo o pão que o diabo amassou, pense que pode ter algum sentido, algum propósito, um aprendizado.

Depois que passei a encarar as coisas assim, continuo sofrendo, claro, mas com esperança, com entendimento, aceitação, sem resignação.

Célia Rennó
Jornalista, autora de 4 títulos da coleção Ludo Ludens, da Editora do Brasil, e gosta de pensar, falar e escrever sobre o comportamento humano e suas idiossincrasias. Trabalha com Educomunicação há alguns anos e nunca se aquieta. Está sempre inventando um jeito de se comunicar!

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