A vida é um contínuo movimento. Sem o movimento não existe cura. Sem o movimento tudo se estagna e ficamos rígidos. A impermanência tem sido a grande mestra da minha vida.

Aceitar o movimento que acontece para mim e através de mim é um desafio, pois ele me convida pra olhar profundamente para a tríade sagrada do nascimento, sustentação e transformação de tudo o que acontece a minha volta.

O tempo todo estou chegando em lugares, sendo recebida por pessoas e ao mesmo tempo estou indo embora, dizendo adeus.

Tudo isso causa uma mistura de tristeza e alegria. De ser ruim ir embora, mas ser bom chegar. E me leva a refletir o que é que sustenta os movimentos impermanentes que surgem. O que sustenta isso nada mais é do que a minha capacidade de entregar. Pois se eu me apegasse eu ficaria doente. Eu aprendi isso como? Me apegando e ficando doente.

Sendo bem sincera, é assustador pra mim viajar e trabalhar sem hora, sem dia e sem limite. Ainda mais que o meu trabalho é um serviço, onde eu me esqueço de mim quando o executo e simplesmente deixo uma energia maior me guiar.

Eu nunca planejei isso. Comecei querendo dar umas aulas de yoga porque eu sou apaixonada. E tudo cresce, evolui e quando a gente deixa, a vida leva a gente pra lugares maravilhosamente inesperados.

O que fazer diante de tudo isso? Aceitar, entregar, confiar e agradecer constantemente! Me desapegar do amanhã, sobre onde vai dar isso tudo e simplesmente atender os chamados que estão sendo feitos AQUI E AGORA. A vida tem sido assim pra mim: pensar no amanhã não é uma opção. Eu não espero nada. Mas eu confio em tudo.

Essa dança cósmica é maravilhosa. E tudo que pode ser feito pra ela acontecer, é não se amarrar em nada e nem ninguém. É não me cristalizar num só movimento e simplesmente deixar-me fluir em uma coleção deles.

Graças a deus tenho uma linda família de alma que flui nessa dança junto a mim. Não cristalizamos nossas relações, apenas confiamos no entrelaçamento dos encontros e desencontros da vida.

No fim das contas, quem eu amo, sabe. E não precisa tá perto fisicamente pra sentir. A conexão vem de um nível sutil e profundo.

Então que assim seja. Em confiança, seguimos na luz! Aho!

Mahe Ferreira formou-se em relações públicas, realizou um sonho estudando moda na Inglaterra, viajou o Brasil aperfeiçoando sua prática de ashtanga yoga, descobriu a magia da meditação num retiro vipassana, viveu experiências multidimensionais com sua ativação de Merkabah, maravilhou-se com as medicinas da mãe-terra no Peru. Facilita curas emocionais através de centenas de atendimentos individuais com Reiki, Thetahealing, Astrologia e Radiestesia. É instrutora de ThetaHealing da escola Natural Vibe.

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